Corredor de umidade mantém potencial para chuva forte e volumosa na região durante a semana


Região Serrana, RJ - O estado do Rio de Janeiro deve enfrentar uma semana marcada por instabilidade atmosférica, variação significativa do tempo e risco elevado de temporais isolados, segundo a análise dos modelos meteorológicos mais recentes. Durante a maior parte do período, o território fluminense estará sob a influência de um expressivo corredor de umidade, responsável por manter o ambiente favorável à formação de nuvens carregadas e chuvas intensas em curto intervalo de tempo.

Esse corredor de umidade é resultado de uma configuração atmosférica específica. Sistemas sucessivos de baixa pressão no Oceano Atlântico Sul atuam canalizando grande quantidade de umidade em direção ao Sudeste do Brasil. Ao mesmo tempo, um cavado em médios níveis da atmosfera se posiciona sobre o litoral da região, funcionando como mecanismo de suporte para a elevação do ar quente e úmido. Em altos níveis, o jato subtropical contribui para a divergência do ar, favorecendo o desenvolvimento de tempestades, algumas com potencial severo.

Apesar da semelhança com padrões típicos de episódios prolongados de chuva, a atual configuração não caracteriza uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) clássica. Diferentemente desse fenômeno, que costuma provocar vários dias consecutivos de chuva contínua e volumosa, o cenário previsto para o Rio de Janeiro será de grande variabilidade. Estão previstos períodos de sol intercalados com instabilidades pontuais, porém intensas, especialmente entre a tarde e a noite.

A persistência desse padrão atmosférico é esperada até quinta-feira, dia 5 de fevereiro. A partir de sexta-feira, dia 6, ocorre uma mudança gradual, com o deslocamento do jato subtropical mais ao sul e a perda de influência direta do cavado sobre o estado. Ainda assim, a confluência de umidade permanece atuando até pelo menos segunda-feira, dia 9, mantendo o potencial para chuvas, embora de forma menos organizada.

O padrão diário esperado indica muita variação na nebulosidade. As manhãs tendem a começar com sol ou céu parcialmente aberto, favorecendo o aquecimento diurno. Esse aquecimento é o principal combustível para a formação de nuvens de tempestade ao longo da tarde e da noite. Caso haja excesso de nebulosidade ou chuva logo pela manhã, o risco de temporais mais fortes no período da tarde diminui, devido à menor disponibilidade de energia na atmosfera.

Entre os principais riscos associados às tempestades ao longo da semana estão os altos volumes de chuva em curto período, que podem provocar enxurradas, alagamentos urbanos e transbordamento de córregos e rios. Há também risco elevado de deslizamentos de terra, sobretudo em áreas de encosta e regiões de morro. De forma isolada, não se descarta a ocorrência de rajadas de vento fortes e queda de granizo de pequeno porte.

As temperaturas permanecem elevadas em todo o estado, com máximas acima dos 30 °C na maioria dos dias. No entanto, o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuva durante a tarde tendem a provocar queda temporária das temperaturas, proporcionando noites mais amenas.

Na terça-feira, dia 3, o dia começa com sol, mas à tarde há previsão de tempestades organizadas, especialmente nas regiões Serrana, Baixada, Sul e Noroeste Fluminense, com alto risco para eventos hidrológicos severos. A quarta-feira, dia 4, mantém padrão semelhante, com maior uniformidade na distribuição das chuvas em todo o estado. Na quinta-feira, dia 5, o corredor de umidade se desloca mais ao norte, aumentando a nebulosidade desde cedo e elevando o potencial de temporais no Norte e Noroeste Fluminense.

A sexta-feira, dia 6, começa com possibilidade de chuva fraca em áreas do centro-sul, mas as instabilidades se intensificam à tarde. No sábado, dia 7, a manhã deve ter nebulosidade variável e menor risco de chuva, enquanto as tempestades retornam no período da tarde e noite em grande parte do estado. Já no domingo, dia 8, e na segunda-feira, dia 9, o tempo segue instável, com tendência de enfraquecimento gradual do padrão, embora ainda haja previsão de temporais isolados antes de uma maior estabilização ao final do período.

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