Procon investiga Itaú por fechamento de agências em Juiz de Fora; casos semelhantes acendem alerta em cidades do Rio de Janeiro


Rio de Janeiro, O Procon de Juiz de Fora instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades no fechamento acelerado de agências do Itaú Unibanco no município da Juiz de Fora. A medida foi adotada após o encerramento de unidades físicas em curto intervalo de tempo, o que, segundo o órgão de defesa do consumidor, pode ter causado impactos diretos aos clientes, especialmente aqueles que dependem de atendimento presencial.

De acordo com as informações divulgadas, o Procon busca esclarecer se houve falha na prestação de informações claras e adequadas aos consumidores, possível comprometimento da qualidade dos serviços bancários e eventual migração forçada para canais digitais sem suporte suficiente. O órgão notificou a instituição financeira para apresentar justificativas formais, detalhar os critérios adotados para os fechamentos e informar quais medidas foram implementadas para garantir a continuidade do atendimento.

A investigação ocorre em um contexto de reestruturação do setor bancário brasileiro, marcado pela redução de agências físicas e ampliação de serviços digitais. Entretanto, o Procon avalia se essa transição respeitou os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, sobretudo no que diz respeito ao direito à informação e à adequada prestação de serviços.

No estado do Rio de Janeiro, também foram registrados encerramentos de unidades do banco nos últimos meses. Entre os casos relatados está o fechamento de agência localizada no Norte Shopping, na capital fluminense, situação que gerou reclamações de clientes quanto à comunicação prévia e à redistribuição do atendimento.

Em Petrópolis, na Região Serrana, outra unidade foi desativada, obrigando correntistas a buscarem atendimento em agências mais distantes. O cenário tem provocado debates sobre inclusão bancária, acesso a serviços financeiros e impactos para idosos e pessoas com menor familiaridade com plataformas digitais.

Especialistas destacam que, embora a digitalização bancária seja uma tendência consolidada, a redução da rede física precisa considerar aspectos como mobilidade urbana, perfil demográfico da população e estrutura de atendimento disponível nas unidades remanescentes.

O movimento de enxugamento da rede física faz parte de uma estratégia adotada por grandes instituições financeiras em todo o país, com foco na redução de custos operacionais e fortalecimento dos canais digitais. No entanto, órgãos de defesa do consumidor têm intensificado a fiscalização para garantir que o processo não resulte em prejuízos aos usuários.

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