Tempestades retornam à região após dias de tempo seco e sistema de baixa pressão avança pelo Sudeste


Região Serrana - Após um período de tempo seco e temperaturas elevadas, a trégua nas condições atmosféricas chega ao fim e a região volta a registrar instabilidade nos próximos dias. Um sistema de baixa pressão formado no Oceano Atlântico Sul na segunda-feira (16/02) passa a influenciar parte do Sudeste do Brasil, provocando mudanças significativas no padrão do tempo.

De acordo com análises meteorológicas, o sistema se desloca em direção leste, afastando-se do continente, e deve passar por processo de ciclogênese — transformação em ciclone — com possibilidade de transição para a fase subtropical em determinado momento de seu ciclo de vida, antes de retornar à condição extratropical no fim de sua trajetória.

O fenômeno atmosférico favorece a confluência e convergência de umidade sobre a região, criando uma configuração semelhante a uma frente fria marítima. No entanto, diferentemente de uma frente fria clássica, não há gradiente significativo de temperatura e densidade, caracterizando-se principalmente pelo transporte de umidade.

Com esse cenário, a semana será marcada pela alternância entre períodos de estabilidade e instabilidade, com potencial para tempestades isoladas, chuva forte, descargas elétricas, rajadas de vento intensas e eventual queda de granizo em diversas áreas.

A previsão é baseada principalmente nas projeções do modelo europeu ECMWF, considerado referência em previsões de médio prazo. No entanto, há incerteza significativa para o fim de semana, com um cenário alternativo apresentado pelo modelo norte-americano GFS, o que exige acompanhamento constante das atualizações meteorológicas.

Previsão detalhada

Quarta-feira (18/02)
A instabilidade aumenta devido à confluência de umidade na troposfera. A partir do início da tarde, há risco de formação de tempestades em todo o Centro-Sul da região, com possibilidade de intensificação ao longo da tarde. São esperadas pancadas de chuva forte, atividade elétrica, eventual granizo e rajadas de vento de forma isolada. Há também risco de altos acumulados em curto período, o que pode provocar enxurradas e alagamentos.

Tempestades devem atingir ainda o Noroeste. No início da noite, as instabilidades perdem força, mas permanece o risco de chuva forte isolada. Durante a madrugada, as precipitações se concentram entre o Centro, o Noroeste, áreas próximas à divisa com o Espírito Santo e a Costa Verde, com tendência de enfraquecimento gradual.

Quinta-feira (19/02)
As instabilidades avançam do mar para o continente entre a madrugada e o início da manhã, atingindo a Costa Verde, a Região Metropolitana e a Região dos Lagos, inicialmente com chuva fraca a moderada. No início da tarde, as instabilidades se espalham por todo o território e se intensificam, especialmente entre o Norte e o Noroeste.

Durante a tarde e a noite, há risco de chuva forte, granizo pequeno, rajadas intensas de vento e possibilidade de enxurradas e alagamentos. Na madrugada, as instabilidades seguem atuando com intensidade variável, concentrando-se no Centro-Norte, incluindo a Região dos Lagos, a Região Serrana, o Centro, o Norte e o Noroeste. A Região Metropolitana pode ter chuva fraca, enquanto o Sul tende a apresentar maior estabilidade.

Sexta-feira (20/02)
As instabilidades voltam a ganhar força a partir do início da tarde, especialmente entre a Região dos Lagos, a Região Serrana e o Centro. Há risco de chuva forte, descargas elétricas, granizo isolado e rajadas de vento no período da tarde, principalmente na Região Serrana, Centro, Norte e Noroeste.

Na Região dos Lagos e no Sul, a chuva tende a ocorrer com menor intensidade. A Região Metropolitana deve ter tempo mais estável, com exceção da área de São Gonçalo, que exige atenção. Durante a noite, o risco de chuva aumenta novamente na Região dos Lagos e persiste nas áreas do interior. Entre a noite e a madrugada, o tempo fica mais estável no Centro-Sul, enquanto o Norte e o Noroeste ainda podem registrar chuva de intensidade variada.

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