Cantagalo, RJ - O Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Cantagalo (GRESMIC), conhecida como "Verde e Branca", divulgou um posicionamento oficial sobre sua participação no Carnaval de Cantagalo, detalhando os desafios enfrentados e as reflexões realizadas nos últimos dias após os acontecimentos que impactaram distritos do município, como Boa Sorte e Euclidelândia.
De acordo com a agremiação, o momento foi de escuta e avaliação interna, considerando o cenário social e econômico vivido pela cidade. Em um primeiro momento, chegou a ser debatida a possibilidade de cancelamento das atividades carnavalescas, decisão discutida em reuniões e em diálogo com outras escolas, em respeito às dificuldades enfrentadas pelas comunidades atingidas.
Segundo o presidente Gustavo Farah, havia a intenção de transformar o carnaval em uma grande ação solidária, com arrecadação financeira e alimentar destinada às famílias afetadas, além da mobilização de barracas e iniciativas comunitárias. No entanto, a escola enfrentou obstáculos financeiros relevantes, incluindo aumento de custos, despesas acumuladas e atrasos em repasses públicos, além de investimentos pessoais realizados para manter os projetos em andamento.
O comunicado também destaca o impacto econômico que o carnaval gera no comércio local, na rede hoteleira e em trabalhadores informais que dependem diretamente das festividades para obter renda. A diretoria ressaltou que, para muitos moradores, o carnaval representa uma oportunidade importante de trabalho e fortalecimento da economia regional.
Apesar das dificuldades, a Verde e Branca reafirmou seu compromisso com a cultura popular e com a comunidade cantagalense, lembrando que a escola é construída por integrantes, voluntários e apaixonados pelo samba que mantêm viva a tradição do município.
Ao final da nota, o GRESMIC confirmou presença nas atividades previstas para o mês de abril, reforçando a importância do carnaval como símbolo de resistência cultural, união social e valorização das raízes de Cantagalo.