| (Foto: Reprodução/Arquivo) |
Região Serrana, RJ - O fenômeno climático El Niño já está ativo e poderá influenciar as condições do tempo no estado do Rio de Janeiro nos próximos meses. De acordo com informações divulgadas pelo Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro (Cemaden-RJ), a tendência é de temperaturas acima da média e redução da umidade do ar em diversas regiões fluminenses, incluindo municípios da Região Serrana e Centro-Norte Fluminense.
Segundo o órgão, o atual episódio do El Niño é considerado de intensidade fraca, mas já apresenta potencial para alterar os padrões climáticos ao longo do segundo semestre de 2026. Entre os principais impactos esperados estão o aumento da frequência de dias quentes, especialmente durante a primavera e o verão, além da diminuição da umidade relativa do ar.
Para cidades como Cordeiro, Cantagalo, Macuco, Trajano de Moraes, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Itaocara e demais municípios do interior do estado, o cenário exige atenção, principalmente em períodos prolongados de estiagem e calor intenso.
O Cemaden-RJ destaca que, apesar da atuação do El Niño, o inverno continuará registrando a passagem de frentes frias e massas de ar polar pelo estado. No entanto, os períodos de temperaturas mais baixas podem ocorrer com menor frequência em comparação a anos sem influência do fenômeno.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, provocando alterações nos padrões climáticos em diversas partes do planeta. No Brasil, seus efeitos variam conforme a região, podendo influenciar o volume de chuvas e as temperaturas.
Durante o último episódio mais intenso do fenômeno, entre 2023 e 2024, o estado do Rio de Janeiro registrou períodos de calor extremo, redução das chuvas em algumas áreas e impactos relacionados à estiagem.
Diante da previsão de temperaturas mais elevadas e menor umidade do ar, especialistas orientam a população a manter a hidratação adequada, evitar queimadas e acompanhar os alertas meteorológicos emitidos pelos órgãos oficiais.
O monitoramento das condições climáticas segue sendo realizado pelos institutos meteorológicos, que acompanham a evolução do fenômeno e seus possíveis reflexos para o Rio de Janeiro nos próximos meses.