Mais de 400 mortes por síndrome respiratória colocam Rio de Janeiro em alerta; vacinação preocupa autoridades

(Foto: Reprodução/Arquivo)

Rio de Janeiro, RJ - O Estado do Rio de Janeiro entrou em nível de alerta devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. De acordo com dados divulgados pelo boletim InfoGripe, da Fiocruz, já foram registradas 7.042 internações e 424 mortes relacionadas à doença em todo o estado. O cenário preocupa autoridades de saúde, especialmente diante da baixa adesão à vacinação contra a gripe.

Os números apontam uma tendência de crescimento dos casos de síndrome respiratória no estado. Entre os grupos mais afetados estão crianças de até 2 anos, principalmente por infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), e idosos, que concentram a maior parte dos óbitos relacionados à Influenza.


O avanço das doenças respiratórias ocorre em um período de maior circulação de vírus respiratórios, aumentando a pressão sobre os serviços de saúde em diversas regiões fluminenses.

Segundo os dados divulgados, os municípios com maior número de internações por SRAG são Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói, Petrópolis, Macaé e Nova Iguaçu.

O monitoramento realizado pelas autoridades sanitárias busca acompanhar a evolução dos casos e orientar medidas de prevenção para reduzir o impacto das doenças respiratórias na população.

Outro fator que chama atenção é a cobertura vacinal abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Até o início de junho, apenas 27,5% do público-alvo prioritário havia recebido a vacina contra a gripe.


Cerca de 1,2 milhão de doses foram aplicadas em todo o estado, número considerado insuficiente para alcançar a meta de 90% de cobertura vacinal.

Entre os grupos prioritários estão crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes e profissionais de saúde.
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