Rumores nas redes sociais geram dúvidas, mas caso de funcionário do Banco do Brasil não ocorreu em Cantagalo

(Foto: Reprodução/Arquivo)

Cantagalo (RJ) - A Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de um funcionário do Banco do Brasil investigado por acessar ilegalmente sistemas da instituição e repassar informações sigilosas a uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. O caso não ocorreu em Cantagalo, e não há informação de que o investigado seja morador ou tenha qualquer vínculo com o município.

Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o investigado teria utilizado suas credenciais funcionais para extrair dados de correntistas, como nome, CPF, telefone, saldo e limite Pix. As informações teriam sido repassadas ao grupo criminoso.


Relatórios técnicos apontam que a ação atingiu 4.105 registros, envolvendo 2.898 contas distribuídas por 585 agências do Banco do Brasil em todo o país. O prejuízo estimado aos clientes é de aproximadamente R$ 1,43 milhão.

De acordo com a decisão judicial, o suspeito ocupava um cargo na instituição financeira havia mais de 20 anos e teria se aproveitado da posição de confiança para acessar e transmitir informações protegidas por sigilo bancário.

O Ministério Público sustentou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos fatos, do risco de continuidade dos crimes e para assegurar o andamento das investigações.


Entenda por que o caso repercute em Cantagalo

A investigação ganhou repercussão em Cantagalo porque ocorre poucos meses após o ataque cibernético que atingiu as contas do Fundo Municipal de Assistência Social do município, causando o desaparecimento de cerca de R$ 1,35 milhão, conforme informou a Prefeitura.

Na ocasião, a administração municipal comunicou que acionou as polícias Federal e Civil, além do Banco do Brasil. Posteriormente, representantes do município estiveram no Ministério da Justiça, em Brasília, para solicitar agilidade na apuração do caso.

Até o momento, não há qualquer confirmação oficial de relação entre os dois episódios. As investigações seguem de forma independente, e as autoridades não informaram qualquer vínculo entre o funcionário investigado, o vazamento de dados bancários e a fraude registrada em Cantagalo.
Postagem Anterior Próxima Postagem