| (Foto: Reprodução/Nova Friburgo Em Foco) |
Região Serrana - O outono astronômico de 2026 começa oficialmente nesta sexta-feira, 20 de março, às 11h45 (horário de Brasília), marcando a transição entre o verão quente e úmido e o período mais seco e ameno no estado do Rio de Janeiro. De acordo com prognósticos climáticos, a estação deve apresentar temperaturas dentro e ligeiramente acima da média, além de chuvas irregulares ao longo dos próximos três meses.
Especialistas destacam que o outono é, por natureza, uma estação de transição, caracterizada por mudanças rápidas nas condições atmosféricas. Por isso, projeções sazonais devem ser interpretadas com cautela, já que podem sofrer alterações ao longo das semanas. O acompanhamento frequente das previsões meteorológicas será fundamental para maior precisão.
No cenário climático global, a fraca atuação do fenômeno La Niña, que influenciou o verão, já perdeu força. O outono começa sob neutralidade climática e há indicativos de que o fenômeno El Niño possa se estabelecer gradualmente até o fim da estação, influenciando o comportamento do tempo no estado.
Em relação às temperaturas, a tendência é de dias mais quentes do que o normal para o período, mesmo com a ocorrência de incursões de massas de ar frio. Esses episódios de frio devem ocorrer ao longo da estação, porém com curta duração e baixa persistência, o que limita quedas prolongadas de temperatura.
O mês de abril ainda será marcado pelo predomínio de ar quente sobre o estado. A passagem de frentes frias pode provocar breves períodos de queda nas temperaturas, mas sem registros de frio intenso. Durante esse período, ainda há risco de tempestades isoladas com acumulados elevados em curto intervalo de tempo, especialmente em áreas da Região Serrana e do litoral, onde o relevo favorece a formação de chuvas orográficas.
Em maio, a mudança no padrão climático se torna mais evidente. A redução da incidência solar contribui para o resfriamento gradual, e há possibilidade da primeira entrada de uma massa de ar polar mais intensa, provocando queda acentuada nas temperaturas. No entanto, esses episódios também tendem a ser passageiros. O mês deve apresentar grande amplitude térmica, com noites frias e tardes relativamente amenas.
Ainda em maio, inicia-se o período de estiagem no estado. As chuvas se tornam menos frequentes e passam a depender principalmente da passagem de frentes frias, concentrando-se nas regiões litorâneas e serranas. No interior, a tendência é de tempo mais seco. Os acumulados devem ficar dentro ou ligeiramente abaixo da média histórica, que já é baixa nesta época do ano.
Já em junho, a transição para um padrão mais estável se consolida. A atmosfera tende a ficar mais seca e fria, com possibilidade de ondas de frio pontuais, algumas podendo ser intensas, porém de curta duração. A amplitude térmica segue como característica predominante, com madrugadas frias e tardes agradáveis, podendo haver leve sensação de abafamento em determinados dias.
As chuvas devem permanecer abaixo da média em todo o estado, com ocorrência mais concentrada na faixa litorânea e na Região Serrana, sem previsão de eventos extremos significativos. É também em junho que o El Niño deve se estabelecer de forma mais consistente, com impactos mais evidentes previstos para os meses seguintes.