Atleta Rodrigo Rodrigues chega ao topo e conquista título Sul-Americano de Jiu-Jitsu

(Foto: Reprodução/Rodrigo Rodrigues) 

Nova Friburgo (RJ) - O atleta e professor de Jiu-Jitsu Rodrigo Rodrigues da Silva, de 37 anos, conquistou o título do Sul-Americano de Jiu-Jitsu 2026, realizado neste fim de semana em São Paulo. Natural de São Sebastião do Alto, onde passou a infância e adolescência em Valão do Barro, Rodrigo atualmente mora em Nova Friburgo, cidade onde teve contato com o Jiu-Jitsu. Para chegar ao lugar mais alto do pódio, ele conciliou treinos intensos, trabalho como jardineiro, aulas e uma rotina de preparação que incluiu corte de peso.

A conquista teve um significado especial para o atleta. Antes de chegar à faixa-preta, Rodrigo já havia sido campeão brasileiro na faixa-roxa e vice-campeão brasileiro na faixa-marrom. Segundo ele, dificuldades financeiras impediram que pudesse competir anteriormente na faixa-preta, até que decidiu colocar o Sul-Americano como um objetivo.

“Então me passou um filme na cabeça por tudo que eu passei pra estar ali. Foi um momento muito feliz. Era um título que eu queria muito”, contou Rodrigo.

Rodrigo explica que, depois de não conseguir se organizar financeiramente para competir na faixa-preta, decidiu que disputaria o Sul-Americano. A preparação, segundo ele, exigiu abrir mão de diversas coisas para manter o foco na competição.

O atleta afirma que já esperava um bom resultado, levando em consideração o período de preparação e o nível dos treinamentos realizados antes do campeonato.

“Não querendo ser arrogante, mas o resultado era esperado. Treino com os melhores e venho fazendo uma campanha boa, então tinha que ser meu o lugar mais alto no pódio”, afirmou.

Apesar da confiança, a conquista foi acompanhada por uma sensação de alívio. Rodrigo conta que havia investido um dinheiro que não poderia gastar naquele momento para conseguir disputar a competição.

“Não vou mentir, foi uma sensação de alívio, apesar de estar muito feliz com o resultado. Era o que eu queria muito”, relatou.

A preparação para o Sul-Americano aconteceu em uma rotina considerada corrida pelo atleta. Além dos treinos e da necessidade de controlar o peso, Rodrigo trabalha como jardineiro e também dá aulas de Jiu-Jitsu.

Ele conta que ministra aulas às segundas, quartas e sextas-feiras. Às terças e quintas, treina na academia Carlson Gracie Friburgo, onde atua como atleta. Durante esses mesmos dias, aproveita o horário do almoço para treinar na Grappling Hauser e com a equipe de sem quimono do amigo Lucas Ramos.

“Fazer isso é trabalhar no pesado ao mesmo tempo. É complicado, mas graças a Deus Ele tem me dado força para conseguir”, disse.

A rotina exigiu que Rodrigo conciliasse diferentes atividades para chegar preparado ao campeonato.

Para Rodrigo, o título Sul-Americano não é uma conquista individual. Ele destaca que o Jiu-Jitsu depende de uma rede formada por familiares, professores, companheiros de treino, alunos, amigos e patrocinadores.

Entre as pessoas citadas pelo atleta estão a esposa, Cassiane, os professores João Felipe, Mestrão Rafael Benevides e Lucas Ramos, além dos irmãos de treino.


“Vou começar em casa, minha esposa Cassiane. Meus professores João Felipe, Mestrão Rafael Benevides e o professor Lucas Ramos, e os meus irmãos de treino, que são a matéria-prima que o Jiu-Jitsu precisa para treinar”, explicou.

Rodrigo também agradeceu o apoio dos patrocinadores King Guard, Valcar, Diesel e LRimobility, além do nutricionista André Simas.

Para ele, a ajuda recebida ao longo da preparação foi fundamental para que pudesse estar em São Paulo disputando o campeonato.

Além da carreira como atleta, Rodrigo também atua como professor de Jiu-Jitsu. Segundo ele, seus alunos receberam a conquista com muita felicidade e entendem que existe uma relação de troca entre o professor e os atletas que treinam com ele.

“Eles sabem que minhas conquistas também são deles, assim como as deles também são minhas. Somos uma família. Família Mamute Jiu-Jitsu”, afirmou.

A relação com os alunos também aparece como uma fonte de motivação para Rodrigo nos momentos mais difíceis da preparação e da carreira esportiva. 

Ao falar sobre a experiência acumulada no esporte, Rodrigo deixa uma mensagem para quem está começando no Jiu-Jitsu ou buscando alcançar objetivos em qualquer área.

Para ele, é necessário manter a humildade, ter vontade de aprender e não permitir que outras pessoas determinem até onde alguém pode chegar.

“Tenha humildade em qualquer área da vida e muita vontade de aprender e nunca deixe ninguém dizer que isso não é para você, porque a persistência e o trabalho duro superam qualquer talento”, aconselhou.

Depois do título Sul-Americano, Rodrigo já mira os próximos desafios. O objetivo imediato é conseguir viabilizar financeiramente a participação nas próximas competições.

Entre os planos está o Rio Spring da CBJJ, marcado para os dias 16 e 17, no Rio de Janeiro, com disputas de quimono e sem quimono. Segundo Rodrigo, a competição deve ser sua última participação de 2026.

Para 2027, os planos são ainda maiores. O atleta pretende disputar os principais eventos da CBJJ e buscar uma participação no Europeu de Jiu-Jitsu.


Ao falar sobre a conquista, Rodrigo reserva uma parte especial para agradecer às pessoas que acompanham sua trajetória.

À família, ele destaca o apoio e a confiança recebidos durante o caminho. Aos alunos, atribui parte da força necessária para continuar nos momentos difíceis.

“Para os meus alunos, eles são meu combustível nas horas difíceis. Eu me mantenho de pé porque eu não posso falhar, sou o exemplo”, afirmou.

O atleta também destacou o impacto das mensagens recebidas antes das competições. Segundo ele, receber uma mensagem de um amigo demonstrando torcida e apoio representa uma motivação importante.

“É muito bom você estar indo para uma competição e receber aquela mensagem amiga torcendo por você. Não tem preço, é gratificante. Então, continue apoiando um amigo, que faz toda a diferença”, concluiu.
Postagem Anterior Próxima Postagem